quarta-feira, 2 de maio de 2012

Os pré-candidatos nos EUA



Na fala de desistência, Newt Gingrich, pré-candidato republicano na eleição presidencial dos EUA, disse que o democrata Barack Obama é o presidente mais de esquerda, de toda a história do país.

Em um país de tanta gente conservadora é ameaçador ter o Barack Obama propondo fazer reforma na saúde que garanta direitos básicos, preocupação mínima com questões ambientais e diminuindo ações militares unilaterais.

Se o jovem negro idealista de Chicago os assusta com algumas reformas e uma agenda mais multilateral e menos bélica, para o mundo todo, existem muitas razões para temer os republicanos conservadores que se apresentaram nestas eleições. Dentre as "ideias" do Sr Newt Gingrich estava implantar uma colônia de norte-americanos na Lua. Ainda bem que os EUA, a Terra e a Lua, por enquanto, vão se salvando dele. E que Barack Obama vença a eleição.

Demilson F. Fortes

quinta-feira, 26 de abril de 2012

indices de desenvolvimento


"Os americanos eram muito mais felizes quando a vida era mais simples"

Frase de Susan Andrews do movimento Felicidade Interna Bruta - Brasil, que falou no Senado Federal. Ela disse que o PIB dos EUA foi multiplicado pelo menos três vezes no século passado, mas a felicidade das pessoas não multiplicou, pelo contrário, declinou. Ela critica a predominância do PIB, defende outros indicadores e outro modo de vida.

"Aumentar o bem-estar coletivo"




sábado, 14 de abril de 2012

Cameron

No final do documentário "Cem Anos de Titanic por James", no canal NATGEO, o diretor James Cameron encerrou dizendo que o atual momento do Planeta pode ser comparado ao Titanic. Muita arrogância das pessoas, achando que tudo podem. Tal como Titanic, que era dividido em classes, temos um mundo dividido em países pobres e ricos.

 Segundo Cameron, temos um grande iceberg pela frente, que é o aquecimento global. O planeta está indo em direção a este iceberg. Sabemos disso, mas nosso modelo de desenvolvimento, os interesses setoriais e nossa arrogância, nos impedem de mudar de rota e evitar este iceberg. Estamos indo rumo à colisão.

Bem, sobre o Titanic sabemos muito bem o que aconteceu...


Demilson Fortes



Compromisso



O relógio despertou eram 8h:30min. Ouvi o barulho da chuva lá fora. Vontade de ficar na cama. Mas eu tinha um compromisso importante: ir à Feira Ecológica, no Bom Fim. Levantei, com as sacolas de pano e fui para Feira. Para mim, somente levantar e ir. Para os agricultores, muito mais que isso. São longos meses - com os riscos inerentes da agricultura - para produzir, preparar, fazer 20, 60, 150, até 200km para ofertar sua produção aqui em POA.

Agora aqui de volta, já tomando meu mate e cozinhando um milho verde, preparando uma salada sem agrotóxico. Entretando, os agricultores ficam até às 13h, reorganizar suas coisas e retornam. Alguns somente no final da tarde estarão livres para outras tarefas. Fico pensando quando vejo pessoas urbanas achando tão difícil só ir comprar produtos ecológicos. O ato de comprar alimentos ecológicos contribui para uma agricultura sustentável e para tornar viável a agricultura familiar.
Porém, no fundo quem ganha mesmo é a pessoa que compra o produto, pois consome alimentos sem agrotóxicos, que vai influenciar na sua saúde e qualidade de vida.

Mas, o que se vê é que tem muita gente sem noção do que é realmente dificuldade na vida e sem compromisso básico com um mundo socioambientalmente mais sustentável, para esta e para as gerações que virão.

Demilson Fortes

terça-feira, 10 de abril de 2012

Titanic e arrogância


Há 100 anos, dia 10 de abril, o Titanic partia de Southampton, Inglaterra. Afundou dias depois, marcando a história com esta tragédia da navegação. Lembrá-lo agora, torna-se importante para que possamos pensar sobre os limites da nossa arrogância.

A tecnologia nos possibilita muitas coisas, mas não nos faz deuses invencíveis. Em tempos de acidentes ambientais, de transgênicos, de nanotecnologia, de tantas invenções - com potenciais de se converterem em novos e grandes problemas - seria razoável pensarmos sobre nossos limites, para talvez recuperarmos a humildade necessária.

Assim, poderemos nos livrar de novas tragédias, ou pelo menos um agir humano com responsabilidade e respeito com as futuras gerações, que habitarão este planeta.

Demilson F. Fortes

domingo, 1 de abril de 2012

Nanotecnologia

Assisto sobre a Nanotecnologia no Canal Futura. Incrível. Mostram quase só possibilidades positivas. Falam com naturalidade em refazer a vida, a natureza e a realidade, como se isso fosse feito sem consequências. Quase nada de avaliação crítica da tecnologia, seus impactos e riscos. Como é comum no mundo acadêmico, seguido pela mídia em geral e pela burocracia de Estado, a ciência é vista como crença, de forma religiosa. E, neste dogmatismo não há possibilidade de visões críticas. Veem a tecnologia como caminho único e inexoravelmente bom. No entanto, a questão sempre que deve ser colocada seria: e se der errado? 

É fato que a nanotecnologia abre possibilidades enormes, mas ao mesmo tempo traz riscos para humanidade sem precedentes, e ainda inimagináveis. Possivelmente, da lucidez dos humanos e da existência de uma sociedade global democrática dependerá seu uso, e talvez, o futuro de todos. A nanotecnologia deveria ser apropriada e debatida por toda sociedade. É um equívoco deixar somente para os que trabalham com ciência definir, pois são arrogantes e dogmáticos demais para decidirem sobre assunto tão polêmico e com tantos impactos. É preciso democratizar a informação, ampliando a participação, para melhor decidir sobre o futuro.



Demilson F. Fortes




sábado, 17 de março de 2012

Opinião


Um espaço de debate na Rede Linkedin, tinha a seguinte pergunta:
Qual é a sua opinião sobre ONGs radicais como a Greempeace. Eu postei a minha opinião. 

Eu admiro e apoio o Greempeace. Abriu caminhos de forma pioneira e corajosa fez o mundo ficar sabendo de coisas que existiam e não emergiam publicamente. Denunciou, debateu e sempre teve propostas. Sua importância, continua intacta, pois pouco se alterou até aqui. Concretamente, o mundo continua insustentável, talvez, um pouco pior que antes. 


É fato que as ideias sustentáveis estão na mídia e se tem um conjunto de leis protetivas, que contribuem para as coisas não serem mais graves. Agora, convenhamos. O modelo de desenvolvimento - global - não mudou quase nada, baseado no crescimento e no consumo, com pressão sobre o ambiente natural e os recursos finitos. As pessoas têm informação e até se sensibilizam com alguma coisa, mas não se traduz em atitudes capazes de alterar o modelo. 


Esperamos que as coisas mudem. Precisamos - e muito - de ativismos como da ONG Greempeace.

Demilson Fortes