quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Cuba no JN



O Jornal Nacional exibiu nesta semana uma série sobre Cuba. A jornalista Morroni fez as reportagens. Na minha opinião os jornalistas devem ter toda a liberdade de mostrar a realidade seja qual for, e fazer as críticas que acham pertinentes. A questão que se coloca é por que não mostram outras faces deste interessante país que, quando comparados a outros países são indicadores favoráveis a Cuba, como por exemplo a saúde de qualidade, universal e gratuíta. Da mesma forma a educação, inclusive formando em cursos como medicina, estudantes de diversos países pobres.

Mas, parece evidente que há uma intenção de somente mostrar o aspecto negativo, porque se mostrar os positivos a população vai ver Cuba com outro sentimento. Ao proceder assim, se empobrece o jornalismo e a liberdade de expressão tão cara ao próprio jornalismo. Em um dia desses, a jornalista Morroni se referiu ao alto escalão do governo cubano como sendo de uma elite cheia de privilégios, lembrei de um professor da UFPel que passou um tempo por lá e foi jantar na casa de um ministro, era uma casa simples, tipo de cohab, com um cardápio semelhante ao da maioria do povo, ele nos contou emocionado. Pena que a jornalista não viu coisas desse tipo.

Demilson F. Fortes



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

É preciso dizer não

É preciso dizer não. E, é preciso mudar a vida.

O programa Globo Reporter, da sexta-feira, é sobre as 16 usinas hidrelétricas que estão planejadas para serem construídas na Amazônia. Importante mostrar ao país, neste momento, os planos energéticos e seus impactos socioambientais. É necessário a sociedade saber sobre as perdas previstas em floresta e biodiversidade, causadas pela inundação. Alguns impactos serão posteriores, muitos ainda não previstos. É certo que as cidades no entorno crescerão, com mais população se terá maior pressão sobre a floresta.

 A informação e o debate é fundamental. Todos (as) brasileiros (as) devem devem ter conhecimento sobre o que acontece em seu país, e deveriam ser chamados a decidir sobre questões do presente e do futuro. Deveriam saber que existem formas alternativas de energia que deveriam ter mais investimentos. Mas, penso que é importante dizer claramente, que não basta ser contra a construção de usinas para evitar impactos (desastres) desse tipo. É preciso muito mais: alterar hábitos, cortar consumo de energia, mudar o modo de vida. Aí está "a questão". Todos (as) quererem o conforto e querem continuar consumindo muito, sendo assim, mesmo as fontes alternativas serão insuficientes, e continuaremos perdendo florestas, terras férteis, culturas e biodiversidade. Enfim, como ouvi ontem o espanhol Francisco Garrido dizer "estamos comendo o futuro".
Demilson F. Fortes
Porto Alegre, RS.